CTI participa de reunião de planejamento de novo projeto da Usaid com organizações indígenas parceiras no Maranhão

mar 6, 2024

As ações do projeto são voltadas para atender demandas dos Povos Timbira

Entre os dias 26 a 28 de fevereiro, na cidade de São Luís, no Estado do Maranhão, aconteceu um encontro para o planejamento do projeto “Aliança dos Povos Indígenas pelas Florestas da Amazônia Oriental: Conservar, Proteger e Restaurar”.

O projeto, que terá duração de cinco anos, representa o aprofundamento de sua versão anterior, iniciada em 2019, e realizada pelo Centro de Trabalho Indigenista (CTI), juntamente com o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), em parceria com as organizações indígenas Associação Wyty-Catë das Comunidades Timbira do Maranhão e Tocantins, Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão  (COAPIMA) e Articulação das Mulheres Indígenas do Maranhão (AMIMA), e financiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). 

Da imersão de planejamento participaram representantes de todas as instituições indígenas e indigenistas acima citadas e da Coordenação Regional da FUNAI no Maranhão.

O projeto, que tem como tripé principal a restauração, recuperação e proteção das florestas, visa dar continuidade à Formação dos Agentes Ambientais Indígenas e à Formação de Comunicadores Indígenas; a elaboração e implementação de Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs); o fomento aos micro e pequenos projetos comunitários com apoio aos empreendimentos de conservação, reprodução sociocultural e geração de renda; o avanço na participação das mulheres indígenas com suas próprias perspectivas para a conservação socioambiental, seja nos cursos, reuniões, expedições, ou encontros realizados por elas e para elas; e o fortalecimento técnico e político das lideranças e das organizações indígenas parceiras. 

As ações do projeto são voltadas para atender demandas dos Povos Timbira (Apanjekrá Canela, Apinajé, Pycopcatijij Gavião,  Krahô, Krikati, Memortumré Canela, Krenje e Krepymcateje) e Tupi (Awa,Tenetehara e Ka´apor), e incidirão diretamente em 14 Terras Indígenas.

Durante a imersão foi realizada uma ampla análise de conjuntura, o alinhamento geral das expectativas e o co-desenho das estratégias para a gestão ambiental e territorial integrada dos territórios envolvidos.

Foram pactuadas as principais ações para o ano de 2024, além das atividades de avaliação, planejamento e monitoramento pelas quais o grupo reunido será responsável ao longo de todo o projeto. Ao todo são mais de dois milhões de hectares de TIs, nos quais muitas as aldeias serão beneficiadas pelas ações coletivas de gestão territorial, de forma contínua e crescente.